Correr seguindo os passos dos vulcões: 8 cidades moldadas pelo fogo
- audreyubertino
- 13 de ago.
- 5 min de leitura
Desde as terras negras da Islândia até aos cumes nevados dos Andes, os vulcões marcaram profundamente as paisagens e as cidades que os rodeiam. Alguns ainda estão ativos, outros estão adormecidos há milhares de anos, mas todos deixaram a sua marca no ambiente. Criaram ilhas, moldaram montanhas, enriqueceram os solos e proporcionaram às populações uma preciosa energia geotérmica. Neste novo episódio da nossa série «Correr nas pegadas de…», junte-se à JOOKS para descobrir oito cidades onde o fogo proveniente das profundezas da Terra continua a moldar as paisagens e o quotidiano.
Reykjavik (Islândia) - Onde o fogo se encontra com o gelo

A nossa viagem começa num dos países mais vulcânicos do mundo, onde as forças subterrâneas convivem com os glaciares e moldam as paisagens todos os dias.
Em Reykjavik, o vulcanismo manifesta-se, nomeadamente, através de uma atividade geotérmica particularmente intensa. A água quente que jorra das profundezas fornece aquecimento e energia a grande parte da população, enquanto as paisagens vulcânicas que rodeiam a capital testemunham a atividade ainda presente sob a ilha. Ao percorrer Reykjavik com a JOOKS, descubra uma cidade onde o calor da Terra acompanha o quotidiano dos habitantes. E nos arredores da capital, vulcões, campos de lava e fontes termais conferem à Islândia esta atmosfera única, entre o fogo e o gelo.
Nápoles (Itália) - À sombra do Vesúvio

Ao deixarmos para trás as terras vulcânicas do Norte, a nossa viagem leva-nos até ao Mediterrâneo, onde um vulcão domina, há séculos, uma das baías mais famosas da Europa.
É impossível falar de Nápoles sem mencionar o Vesúvio. Da cidade, o seu cone destaca-se sobre a baía e lembra constantemente o poder das forças subterrâneas. A sua erupção de 79 d.C. soterrou, nomeadamente, Pompeia e Herculano, deixando para trás um testemunho excecional da vida romana. Hoje em dia, o vulcão continua a ser considerado ativo, apesar de estar adormecido desde 1944. Com a JOOKS, explore as ruas animadas do centro histórico de Nápoles, sem perder de vista esta silhueta que domina o horizonte.
Catânia (Itália) - Ao pé do Etna

Mais a sul, a Sicília mostra-nos outra faceta do vulcanismo: aqui, o gigante não se limita a dominar a paisagem, faz parte integrante da identidade da cidade.
Com cerca de 3 300 metros de altitude, o Etna é o vulcão ativo mais alto da Europa. As suas erupções regulares marcaram profundamente Catânia, chegando por vezes a provocar a destruição de bairros inteiros, mas os seus solos vulcânicos também tornaram os arredores particularmente férteis. A pedra negra proveniente dos fluxos de lava está presente até na arquitetura da cidade, conferindo a Catânia uma identidade visual singular. Ao correr com a JOOKS, descubra uma cidade onde a presença do Etna se faz sentir em todo o lado, desde a paisagem até às fachadas do centro histórico.
Fira (Grécia) — Uma cidade suspensa sobre um vulcão

Depois dos imponentes vulcões de Nápoles e de Catânia, a nossa viagem leva-nos a uma paisagem vulcânica de um género totalmente diferente: a de Santorini, no coração do mar Egeu.
Situada no topo das falésias da caldeira, Fira oferece uma das vistas vulcânicas mais espetaculares do Mediterrâneo. O atual arquipélago de Santorini é o resultado de várias erupções de grande magnitude, incluindo aquela que transformou profundamente a ilha no II milénio a.C. Hoje, as aldeias brancas aninhadas nas falésias contrastam com as águas azuis da caldeira e os relevos vulcânicos que emergem no centro. Com a JOOKS, percorra Fira desfrutando de uma paisagem que nos lembra, a cada momento, o poder criador do vulcão.
Tóquio (Japão) - Uma capital entre a cidade e o vulcão

A nossa viagem continua rumo à Ásia, onde o vulcanismo está intimamente ligado à geografia e à cultura japonesas.
Tóquio não foi construída no sopé de um vulcão, como Nápoles ou Catânia, mas a capital japonesa situa-se numa região fortemente marcada pela atividade vulcânica. Ao longe, quando as condições são favoráveis, o Monte Fuji desenha a sua silhueta perfeita no horizonte. O pico mais alto do Japão, este vulcão emblemático é também um dos símbolos mais famosos do país. Ao explorar Tóquio com a JOOKS, descubra uma imensa metrópole onde a influência das paisagens vulcânicas japonesas se adivinha até ao horizonte, entre arranha-céus e a montanha sagrada.
Honolulu (Estados Unidos) - Nascida dos vulcões do Pacífico

Ao deixarmos o continente asiático, atravessamos o Pacífico para chegar a um arquipélago inteiramente moldado pela atividade vulcânica.
Honolulu estende-se pela ilha de Oahu, que por sua vez surgiu de vários episódios vulcânicos. O famoso Diamond Head, um antigo cratera hoje extinto, domina a baía e lembra as origens vulcânicas da ilha. De um modo mais geral, o arquipélago do Havai deve a sua existência à atividade de um ponto quente situado no coração da placa do Pacífico, que deu origem a uma sucessão de ilhas vulcânicas. Com a JOOKS, descubra Honolulu entre praias, relevo e paisagens tropicais, tendo sempre em mente que esta cidade paradisíaca é, acima de tudo, fruto de uma extraordinária história geológica.
Auckland (Nova Zelândia) — Uma cidade construída sobre o fogo

Depois das ilhas vulcânicas do Havai, a nossa viagem prossegue para a Nova Zelândia, onde o vulcanismo moldou até à própria estrutura de uma grande metrópole.
Auckland está situada num vasto campo vulcânico composto por dezenas de vulcões, alguns dos quais moldaram as colinas que hoje pontuam a cidade. O Monte Eden, um antigo vulcão cujo cratera ainda é perfeitamente visível, é um dos exemplos mais notáveis. A maioria destes vulcões está hoje extinta, mas a sua presença lembra o poder geológico da região. Ao percorrer Auckland com a JOOKS, passe de um bairro para outro, descobrindo uma cidade onde os vestígios do vulcanismo estão surpreendentemente presentes no próprio coração da paisagem urbana.
Santiago do Chile (Chile) - De frente para os vulcões dos Andes

Para concluir a nossa viagem, dirigimo-nos para a América do Sul, onde a Cordilheira dos Andes oferece um último cenário espetacular à nossa viagem pelas pegadas do fogo.
Santiago estende-se num vale rodeado por montanhas, no sopé de uma cordilheira moldada pela atividade tectónica e vulcânica. Nos arredores da capital chilena, vários vulcões dominam as paisagens andinas, enquanto os picos nevados formam um cenário espetacular para a cidade. O Chile conta, aliás, com várias dezenas de vulcões ativos, consequência do encontro entre as placas tectónicas ao largo da costa do Pacífico. Com a JOOKS, descubra Santiago entre a arquitetura, os parques e as vistas montanhosas, antes de erguer o olhar para os Andes que se erguem no horizonte.
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